Expofrísia apresenta potencial leiteiro dos Campos Gerais
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quinta-feira, 28 de maio de 2015
Ricardo Maia<br> Reportagem Local 
Carambeí (PR) - Orientar o produtor de leite a se tornar cada vez mais competitivo em um período de "vacas magras" para a economia brasileira é um dos objetivos da 10ª edição da Exposição Agropecuária de Carambeí (Expofrísia 2015), organizada pela cooperativa Batavo, que termina hoje no Pavilhão de Exposições Frísia em Carambeí (Campos Gerais). A feira reúne cerca de 50 expositores de gado leiteiro de alta performance, que trouxeram para o parque mais de 350 animais.
O público estimado para esta edição, segundo organizadores do evento, é de 15 mil pessoas, contra 5 mil pessoas na edição passada. Mauro Sergio Souza, gerente de pecuária da cooperativa Batavo, afirma que a Expofrísia tem por meta mostrar a todos os produtores de leite que é possível produzir mais em uma mesma área graças à adoção de uma boa genética, nutrição adequada e ferramentas que ajudem a agilizar a cadeia produtiva. "Hoje os espaços das propriedades estão cada vez mais limitados, por isso é necessário ter altos índices de produtividade", descreve o gerente.
Ele aponta que graças aos investimentos realizados na pecuária leiteira na região, os cooperados da Batavo, que somam 300 pecuaristas, têm alcançado um crescimento na ordem de 10% ao ano em volume de leite produzido. Hoje a cooperativa recebe, em média, 450 mil litros de leite por dia. Há quatro anos, o volume recebido era de 300 mil litros/dia. "Incentivamos o produtor a melhorar o potencial produtivo dos animais e investir mais na propriedade. Na feira, também mostramos por meio dos eventos técnicos os potenciais genéticos de cada raça", observa Souza.
Além de garantir uma alta produção, o pecuarista que adota um animal de alto desempenho de produção pode se beneficiar com a melhoria na qualidade do produto, o que agrega valor no leite na hora da comercialização. O gerente afirma que um leite que apresenta um nível de gordura adequado, por exemplo, o acréscimo sobre o preço pago ao produtor pelo litro pode ser superior a 20%.
"Além de genética, incentivamos nossos produtores a investirem na infraestrutura de suas propriedades", explica Jefferson Tramontine Pagno, coordenador de pecuária de leite da Batavo. Ordenhas mais avançadas, resfriadores e equipamentos que ajudam a dinamizar o processo, devem ser foco da pecuária leiteira. Na opinião de Pagno, tomando consciência disso, o produtor elevará o seu nível de estrutura de produção.
O gerente de pecuária da Batavo, Mauro Sergio Souza, afirma que o mercado de leite está preocupado com o baixo desempenho da economia brasileira. Por isso, segundo ele, o produtor deve continuar investindo na produção, mas deve ter cuidado com o excesso de gastos. Souza afirma que as altas dos combustíveis, da mão de obra e de outros insumos reduziram a rentabilidade dos produtores de leite.
O produtor cooperado, frisa o gerente, está um pouco mais sossegado porque tem o respaldo da organização, diferente daqueles que produzem e comercializam sozinhos. Em abril, o preço do litro de leite recebido pelo produtor, segundo informações do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) fechou a R$ 0,85, contra R$ 0,82/l em março e R$ 0,97/l em abril de 2014.
- O repórter viajou a Carambeí a convite da organização do evento


