Expo Japão deve movimentar R$ 4 milhões
Com uma expectativa de movimentação de negócios que deve atingir os R$ 4 milhões, a Expo Japão 2010 e 49 Exposição Agrícola de Londrina terminam hoje a noite na sede campestre da Associação Cultural e Esportiva de Londrina (ACEL). Tais cifras representam um aumento de mais de 100% em relação à feira do ano passado, que não chegou a R$ 2 milhões. A comercialização da feira até agora também está agradando os 60 pequenos expositores, produtores agrícolas, sete concessionárias, três construtoras e oito restaurantes que dividem espaço nos 15 mil metros quadrados do local. Até às 20 horas de hoje, cerca de 40 mil pessoas devem visitar a ACEL.
Segundo Celso Hayashi, coordenador geral da Expo Japão, diversos expositores vêm de outros estados para faturar por aqui. ''Temos muitos comerciantes de São Paulo e outras regiões do Paraná. Com alguns deles, já estamos fechando espaço para outros eventos na ACEL durante o ano. Todos estão bem contentes com os resultados até agora'', salienta Hayashi.
O casal Célio e Jaqueline Tsuzaki, de Paraguaçu Paulista, esta rindo à toa. Vendedores de comida industrializada japonesa, como salgadinhos, doces e balas, eles preferem não revelar os valores dos negócios. ''Posso dizer que a movimentação está excelente. Até na sexta passada, dia que choveu bem, conseguimos vender. O público desta feira é muito bom e pretendemos voltar outras vezes'', comenta Jaqueline, enquanto Célio não para de atender a clientela.
No Pavilhão Agrícola, uma das táticas dos produtores rurais é a venda direta dos seus cultivares. Na barraca do comerciante Kosabuto Anegawa, que há mais de 30 anos participa do evento, os negócios devem ultrapassar facilmente os R$ 20 mil. ''Tudo está vendendo bem: vinhos, licores, soja in natura, além de produtos típicos da cultura japonesa, como o moti (uma espécie de bolinho de arroz), que não fica na prateleira'', relata Anegawa.
Em relação a área gastronômica, a ACEL aproveita a união dos descendentes de japoneses da cidade para alocar quatro restaurantes da Associação. Só na quinta e sexta-feira foram vendidas mais de seis mil refeições.
Já as concessionárias aproveitam da empolgação dos orientais que moram em Londrina e região para fechar negócios. Rodrigo Augusto Franchello, consultor da Metronorte - que está pela primeira vez na feira - revela a venda de mais de 20 veículos em três dias. ''A maioria dos nossos clientes são japoneses, e eles vêm para fechar negócio. Inclusive muitos produtores rurais, em busca de camionetes e utilitários. Ficamos muito satisfeitos com o evento'', completa o consultor.





