Expo é vitrine para pequenos empresários
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quinta-feira, 13 de abril de 2006
Reportagem Local 
A Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina serve como vitrine para quase uma centena de pequenas empresas e indústrias que aproveitam o grande público para alavancar oportunidades. O pavilhão industrial abriga 83 estandes de confecções, artesanato, alimentação, móveis, decoração e utilidades domésticas. São pequenos empresários que aproveitam os 11 dias de feira para mostrar suas marcas e captar novos clientes.
Jéssica Valério tem apenas 17 anos e uma pequena loja-fábrica de bijuterias, em Cornélio Procópio (Norte Pioneiro). Ela participa da exposição pela primeira vez, com a expectativa de manter contato com um grande público. Minhas peças são diferenciadas e para todos os bolsos, afirma a jovem empresária. No estande dá para comprar peças de R$ 1,00 a R$ 160,00. Para dar conta da demanda de clientes, a jovem conta com ajuda da avó e da mãe.
Outra empresa familiar que aproveita a feira para alavancar novos negócios é a Kawa Couro de Peixe. Um dos sócios da empresa, César Ishikawa, afirma que o trabalho começou há dois anos. A família é dona de um pesque-pague na Aviação Velha, em Londrina, e desenvolveu um know how próprio para aproveitar o que seria jogado fora. A escama de tilápia é reaproveitada em um pequeno curtume no próprio pesque-pague.
O resultado é um produto fino e resistente, que serve para acabamento de bolsas, chapéus, carteiras, sapatos e até jaquetas. A feira é um local para dar a cara para bater, ouvir críticas e sugestões do consumidor final, afirmou o empresário. Até o fim da Exposição ele pretende definir se o curtume trabalhará na produção do couro para venda no atacado ou se o destino será o comércio varejista.
Carlos de Paula é natural de Londrina, mas se considera um profissional de feiras que percorre praticamente todo o país. O carro-chefe são bolsas, cintos, chapéus e bonés feitos com lona de caminhão usada. São produtos muito utilizados por jovens e motociclistas. Há mais de 10 anos Carlos reserva abril para trabalhar na sua cidade natal.
Carlos compra as lonas e as repassa para costureiras que fazem as peças sob encomendas, que são depois comercializadas nas feiras. Segundo o comerciante, o melhor da Exposição está por vir, com o feriado de Páscoa. Se o tempo colaborar, vamos superar as vendas do ano passado que já foram boas, afirmou o comerciante. Representante de teares do sul de Minas, a comerciante Valéria Biazzi, pretende vender sua marca para abrir uma loja nos próximos meses em Londrina. Ela oferece mantas para sofá, jogo americano, tapete e echarpes feitas em tecelagem artesanal.
Na mesma linha trabalha a pequena empresária Renata Monteiro da Silva no estande Sabor da Amazônia. No local pode-se provar o sabor de frutas exóticas como taperebá (cajá); muruci, castanha, matéria prima para sucos naturais muito apreciados no nordeste. No estande também é possível conferir receitas de bolos, tortas e doces com frutas típicas. O estande, afirma ela, é o embrião de uma loja que deverá ser aberta ainda este ano em Londrina.


