Explosão de ofertas confunde comprador
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domingo, 07 de setembro de 1997
Agência Estado São Paulo 
Arquivo FolhaMar de ofertasCarro novo é a sensação do mercado, mas nem sempre é melhor opção: linha 97 e seminovo oferecem economiaO momento é bastante favorável para o consumidor que pretende comprar carro. Para começar, há várias concessionárias oferecendo modelo 97 com desconto para quem tem condições de pagar à vista. No caso de quem deseja financiar a aquisição, é possível pagar a entrada apenas em dezembro, usando os recursos do 13º salário.
O gerente-geral de vendas da Giovani Veículos (rede GM), Miguel Vaiano, afirma que a concessionária ainda tem modelos 97, que são vendidos abaixo do preço de tabela. Segundo ele, é possível comprar Corsa, Kadett, Omega e S-10 com descontos que variam de 7% a 8%. Na Giovani, a compra de carros modelo 97 a prazo também é facilitada. No leasing com entrada de 10%, a taxa prefixada é de 2,5% ao mês; na linha 98, a taxa mensal é um pouco maior, chegando a 2,98%.
Outra promoção bastante comum é a permissão para o pagamento da entrada na época do recebimento do 13º salário. A Giovani aceita receber integralmente o sinal apenas em dezembro.
Na Cobervel, concessionária Volkswagen, o comprador pode dividir a entrada em duas vezes, pagando a primeira em 30 de novembro e a segunda em 20 de dezembro. Também é possível dividir o sinal em cinco parcelas iguais, conta o gerente-geral de Vendas da Cobervel, Nelson Ferreira Sampaio. A primeira é paga no ato, e as demais, a cada 30 dias.
Tanto a Cobervel quanto a Giovani estão oferecendo a chamada troca com troco: o consumidor pretende adquirir, por exemplo, um carro novo cotado a R$ 12 mil, e tem um usado que vale R$ 7 mil. Decide, então, financiar a compra do novo, dando 10% de entrada (R$ 1,2 mil, no caso). A diferença entre o valor do carro usado e a entrada (R$ 5,8 mi) é devolvida ao comprador.
Quem pretende adquirir um automóvel pelo consórcio encontra vantagens adicionais depois que o setor foi desregulamentado pelo Banco Central e passou a ditar suas próprias regras. A maior autonomia concedida às empresas tende a acirrar a concorrência, com o surgimento de novas opções e facilidades para o cotista, como, por exemplo, a redução da taxa de administração. É possível ainda que, até o fim do ano, os prazos para esse tipo de consórcio sejam totalmente liberados. Para o diretor-comercial da Consórcio Profissional (Conprof), Nelson Botter, com a desregulamentação é possível a formação de grupos de consórcio com maior número de pessoas.


