Há três anos, a construtora Plaenge patrocina o Festival de Música de Londrina (FML) e há dois anos, o Festival de Teatro (Filo). Para a empresa, esta é uma forma de ''estreitar'' sua relação com a comunidade londrinense. ''A Plaenge foi fundada em Londrina e é uma maneira de ela participar da vida da cidade'', justifica a supervisora de Marketing, Marina Donato, que prefere não revelar os valores investidos.
Outra construtora que aposta na cultura da cidade é A. Yoshii. Cerca de R$ 100 mil do imposto de renda anual devido por ela são destinados a grupos de taikô (tambor japonês) e outras iniciativas na área de artesanato e artes plásticas. ''Damos uma importância muito grande à cultura e à educação. Este é um gesto nosso de cidadania para Londrina e região'', justifica o empresário Atsushi Yoshii.
Na cidade vizinha, desde 2006, a empresa Furgão Ibiporã patrocina o Grupo de Teatro para Atores Especiais (GTPAÊ). ''Ao conhecermos a importância do projeto, resolvê-los incentivá-lo'', afirma o diretor comercial da empresa, David Willian Martins da Costa. Mensalmente, são destinados cerca de R$ 31 mil ao GTPAÊ.
Filo, Festival de Jazz e o Ballet Municipal foram alguns projetos que tiveram o apoio da Milenia Agrociência, por meio da Lei Rouanet. Há dois anos, no entanto, a empresa deixou de investir porque, em virtude da crise financeira internacional, não teve imposto de renda a pagar, segundo a coordenadora de Comunicação e Responsabilidade Social, Fábia Yoshida Monma. ''Cultura é um dos pilares do desenvolvimento da cidade'', diz ela. De acordo com a coordenadora, são grandes as chances de a empresa voltar a patrocinar projetos no próximo ano.

mockup