Expectativas sustentam alta nas bolsas
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terça-feira, 22 de setembro de 1998
Agência Estado 
O mercado financeiro teve mais um dia de negócios relativamente calmo. A Bolsa de São Paulo percorreu com sinal positivo o pregão de ponta a ponta e fechou com valorização de 1,71%. No Rio, a alta foi de 0,86%. As novidades do dia ficaram por conta das atuações do Banco Central no mercado para elevação das taxas de juros e reajuste das cotações do dólar.
A volta de insistentes rumores de que estaria em curso a amarração de um pacote de ajuda financeira ao País estimulou a valorização das ações, embora com reduzido volume de negócios. A perspectiva de um acordo internacional agiria sobre as expectativas e levaria a uma possível redução da fuga de dólares, com saldo cambial negativo de aproximadamente US$ 500 milhões nos últimos dias. O de ontem, segundo cálculos do mercado, teria sido maior, de US$ 700 milhões.
A expectativa de um rápido acordo de ajuda foi frustrada à tarde, quando o subsecretário de Tesouro dos EUA, Lawrence Summers, negou a existência de um plano conjunto do grupo dos 7 países mais ricos do mundo (G-7) para o Brasil. A declaração esfriou os ânimos do pregão e estimulau vendas para a realização de lucros obtidos com a valorização da manhã, quando a Bovespa chegou a avançar 4,27%.
Todas as Bolsas asiáticas fecharam em alta, escoradas na valorização da Bolsa nipônica, pela expectativa em torno do encontro, ontem, do primeiro-ministro japonês Keizo Obuchi e o presidente Bill Clinton, dos EUA, para discussão da crise japonesa e internacional. A Bolsa de Tóquio apurou alta de 1,42% e contagiou também as européias. A Bolsa de Frankfurt subiu 3,19% e a de Londres, de 2,57%.


