Expectativa é de reação da Bolsa
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segunda-feira, 01 de janeiro de 2001
Agência Estado De São Paulo 
A expectativa para este ano é que, se tudo correr bem lá fora, principalmente com a economia dos EUA, a Bolsa de São Paulo dará continuidade à reação detectada em dezembro (no ano o desemprenho foi péssimo, com perda nominal de 10,72%, respondendo a fatores domésticos positivos. A avaliação com base em fundamentos internos, como a expansão econômica e redução dos juros, é que o mercado tem tudo para deslanchar, desde que não seja atrapalhado por instabilidades externas. O grande fator de incerteza está no ritmo de desaquecimento da economia norte-americana, que, se embicar em recessão, pode diminuir o fluxo de capitais para mercados emergentes como o Brasil.
Excluída essa possibilidade, a avaliação é que, com o declínio dos juros nas aplicações de renda fixa, fatia crescente de recursos migre para o investimento em ações. O sócio-diretor da ClickInvest, Gabriel Jafet, lembra que desta vez os juros estarão muito mais baixos, o que deve levar os fundos de pensão a correr atrás de ações para cumprir as metas atuariais. Outro fator que pode dar maior mobilidade às cotações é que a bolsa vem de um movimento de baixa em 2000 que pode ter deixado as ações relativamente baratas.
A expectativa é positiva para a bolsa, mas as ações são investimento de alto risco. Uma saída é aplicar nos fundos de ações. O diretor de Administração de Carteiras da Lloyds Asset Management (LAM), Marcelo Maneo, sugere que, por causa da dúvida de recessão nos EUA, o investidor amplie ou reduza a aplicação em ações de acordo com a evolução da economia norte-americana.


