O superintendente da Associação de Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar), José Adriano Dias, acredita que de 30% a 40% da redução de R$ 0,12 por litro, ou até R$ 0,05, sirva para aumentar a margem de produtor e da usina, principal objetivo do governo. Ele diz que o restante deve ser dividido entre distribuidoras, postos e consumidores. "Alguma coisa sempre chega ao cliente, ou não existiria aumento do consumo de etanol."
Outra questão a ser levada em conta é que o início da safra sempre faz com que o preço do combustível caia nas bombas, diz o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Paraná (Sindicombustíveis), Roberto Fregonese. "Nos últimos três anos, mesmo quando havia crise, quando começava a moagem de cana o custo caía."
Porém, os consumidores veem a medida com desconfiança. "Não sentimos isso com as outras coisas que desoneraram", disse a nutricionista Carolina Melo, depois de abastecer o carro com etanol no Centro de Londrina. O corretor José Carlos Babora afirma ainda que é preciso que o preço caia mais do que os R$ 0,12. "É preciso fazer algo para que o etanol fique mais barato, porque o País é produtor. Mas a indústria prefere exportar açúcar." (F.G.)

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