Expectativa é de incremento de exportações
Curitiba - Para o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Ágide Menegetti, o novo órgão vai proporcionar a inclusão dos produtos paranaenses em mercados não explorados. ''Imaginamos ampliar nossas exportações, principalmente para países que nunca abriram espaço para os produtos do Estado. Com uma fiscalização sanitária mais rígida, o valor agregado da nossas carnes (bovina, suína e de aves) deve subir de 30% a 40% acima do valor atual.''
Sobre o pagamento de novas taxas para agropecuaristas e industriais, Menegetti afirmou que o impacto não deve ser sentido.
O presidente da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), João Paulo Koslowski, ressaltou o pensamento positivo sobre o novo órgão. Ele disse que dos US$ 14 bilhões em exportações do Paraná, 65% é proveniente de produtos agropecuários e que, por isso, a necessidade de um controle sanitário mais qualificado. ''Com a criação da agência, o governo percebeu a necessidade de ampliarmos a fiscalização sanitária para garantir a qualidade dos nosso produtos e a competitividade no mercado internacional'', afirmou.
Para Ademir Mueller, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Paraná (Fetaep), a agricultura familiar paranaense termina 2011 beneficiada. De acordo com ele, a retirada da taxa que iria incidir sobre os produtores, foi essencial. ''Qualquer ônus, por menor que ele seja, já atrapalha o pequeno agricultor'', destacou Mueller. (R.C.Jr)





