Expectativa é de crescimento sustentável
Diferentemente da poupança e fundos de renda fixa, as ações e os fundos de renda variável são alternativas para quem pode sofrer com os riscos impostos pelo mercado e tem capitais que possam ser mantidos a mais tempo na aplicação.
A bióloga Sueli Souza Martinez há três anos começou a investir na Bolsa de Valores. Ela comenta que resolveu trabalhar com esse tipo de investimento pela velocidade para a tomada de decisões, a maior lucratividade e para não ficar refém das taxas administrativas impostas pelo banco. ''Comecei a estudar e vi que a rentabilidade na bolsa era maior do que a dos produtos dos bancos, que muitas vezes perdem para a própria poupança. Tomo decisões de compra e venda da minha casa, mas é claro que você deve saber o que está fazendo'', salienta Sueli.
Como aponta Marco Cunha, professor de finanças do ISAE/FGV, a bióloga preferiu não investir em papéis no início de ano, pensando neste período de instabilidade que pode ocorrer na transição de governo. ''Acho que as pessoas que pensam em investir devem levar em consideração este fator de risco. Como prefiro ter retorno a curto prazo, é preciso que o investidor esteja acompanhando de forma intensa as suas ações para maiores ganhos'', comenta ela, que está satisfeita com a rentabilidade que conseguiu nesses anos.
Seja qual for a aplicação - mais segura ou arriscada - o economista Marco Cunha diz que neste momento, em caso de pouca ou nenhuma rentabilidade, a melhor alternativa é ter paciência. ''O melhor é aguardar. É preciso esperar passar essa fase, porque lá na frente os investimentos podem voltar a ter rentabilidade. A expectativa é que o País tenha um crescimento sustentável e duradouro''. (V.L.)





