Expectativa de queda de juro nos EUA anima mercado
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segunda-feira, 28 de setembro de 1998
Agência Folha 
A Bolsa de Nova York terminou o dia de ontem em alta de 1,0%, subindo 80,06 pontos, na expectativa de que o Fed (o banco central dos EUA) vá diminuir a taxa de juros do mercado interbancário. O Fed reúne-se hoje. Analistas consultados pela reportagem acreditam que a queda será entre 0,25 e 0,5 ponto percentual. Desde março de 97 a taxa está em 5,5% ao ano.
Para Charles Blood, estrategista de mercados da Brown, Brothers & Harrimans, o aumento da crise asiática e seu deslocamento para a Rússia e América Latina fizeram o Fed parar e repensar a taxa.
O Fed relutava em cortar a taxa com medo de inflação. Mas a desaceleração econômica sentida nos últimos meses impede um surto de inflação, disse Blood. A queda na taxa pode dar de duas a quatro semanas de descanso, mas não resolve os problemas no Brasil, afirmou Paulo Leme, diretor da Goldman, Sachs. Jim Conklin, estrategista da Lehman Brothers, entende que uma ajuda de US$ 30 bilhões ao país faria o Brasil ser procurado pelo capital estrangeiro.
A Bolsa de São Paulo transitou entre uma alta máxima de 4,83% e mínima de 0,65% e fechou com avanço de 1,73%, no nível de 6.827 pontos. O volume negociado, de R$ 342,271 milhões, ficou praticamente emparelhado com o de R$ 349,116 milhões de sexta-feira. Faltando apenas dois pregões, o de hoje e o de amanhã, para o fechamento do mês, a Bolsa paulista acumula uma valorização de 5,49% em setembro. Um corte nos juros básicos, principalmente se for superior a 0,25 ponto porcentual, pode consolidar um fechamento positivo da Bolsa neste mês. A Bolsa do Rio fechou em alta de 1,05%.


