Wilson Ferreira Júnior, da CPFL, avalia que, nem mesmo a nomeação de Maurício Tolmasquim como secretário-executivo do Ministério de Minas Energia e do físico Luiz Pinguelli Rosa para a presidência da Eletrobrás podem ser consideradas como indícios de problemas. Tolmasquim e Rosa, ambos professores da Coordenação de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foram severos críticos do modelo adotado pelo governo Fernando Henrique Cardoso para o setor elétrico e são defensores de uma intervenção maior do Estado no setor.
A indicação dos dois especialistas para comporem a equipe energética do governo foi tratada com preocupação por uma fonte do próprio PT ouvida pela Agência Estado, que considera que, embora ambos tenham profundo conhecimento, falta-lhes experiência administrativa. ''São acadêmicos, não são operadores'', disse a fonte. O presidente da CPFL Energia não vê problemas nisso. ''O David Zylbersztajn (ex-secretário de Energia de São Paulo e ex-diretor geral da Agência Nacional do Petróleo) também era um acadêmico e teve um ótimo desempenho nos cargos que ocupou'', disse Ferreira Júnior. ''É melhor ter uma pessoa com conhecimento do que alguém que não entenda nada do setor.''

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