Expansão será menor sem as reformas, insiste Pedro Malan
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quarta-feira, 02 de julho de 1997
Agência Estado Brasília 
O ministro da Fazenda, Pedro Malan, afirmou ontem que, sem as reformas, o governo deve trabalhar com menor expectativa de crescimento - estimada em 4% do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano e em 4,5% para 98 -, taxas menores na geração de empregos e, ainda, menor avanço na distribuição de renda. Malan avaliou ainda que o País também ficará mais vulnerável a crises externas por criar mudanças nas expectativas de que resolveria com coragem os problemas.
A estabilidade e a aposentadoria dos servidores - reformas que tramitam lentamente no Congresso - foram alvo das críticas do ministro da Fazenda. Segundo Malan, é difícil explicar a razão de no Brasil uma pessoa trabalhar dois anos e, a partir daí, ter garantido seu emprego e a renda até a morte. Já a previdência, segundo ele, não resiste a um cálculo atuarial mais sério.
O ministro do Planejamento, Antônio Kandir, ao lado de Malan, disse que o governo vai trabalhar pesadamente para viabilizar a aprovação da reforma previdenciária no Senado. Como Malan, Kandir afirmou que as reformas são necessárias para garantir um crescimento mais vigoroso ao País. Os dois ministros descartaram qualquer possibilidade de adoção de novas medidas econômicas que possam ser caracterizadas como um Plano Real 2.


