Expansão no real é de 14,69%
Arquivo FolhaBoa faseFortemente impulsionado pelo consumo pós-real, o comércio registrou expansão de 31,36% em três anosDesde o início do Plano Real, em julho de 1994, a economia brasileira expandiu-se em 14,69%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que ontem divulgou os resultados do Produto Interno Bruto (PIB) preliminar do segundo trimestre. Entre os grandes setores, o que mais cresceu foi o de serviços, com aumento de 15,78%, graças principalmente ao desempenho do setor de comunicações, que teve um acréscimo de 44,20%. O comércio, fortemente impulsionado pelo consumo pós-real, expandiu-se em 31,36%. Os transportes ficaram com 19,59%.
Na verdade, somente em um subsegmento do PIB houve recuo: as instituições financeiras mostraram queda de 21,91%. Este porcentual, entretanto, não chega a espelhar as dificuldades pelas quais bancos e outras instituições passaram com a estabilização. Isso porque a metodologia adotada para medir o PIB das instituições financeiras leva em conta basicamente apenas a mão-de-obra empregada pelos bancos, corretoras etc. Assim, reflete mais a situação do emprego do que propriamente a riqueza gerada pelas instituições.
A indústria em geral apresentou crescimento de 13,83%. Os seus quatro subsegmentos tiveram desempenho equilibrado, exceto no caso da indústria de transformação, que apresentou expansão de apenas 11,18%. A indústria extrativa mineral evoluiu 22,65%, a de serviços industriais de utilidade pública, 21,43%, e a de construção, 20,59%. O setor de agropecuária teve 13,66% de expansão no pós-real, com 31,82% para a pecuária e 0,45% para lavouras.
Os melhores resultados para a economia foram obtidos no início do plano, tanto que o pico da expansão econômica deu-se no primeiro trimestre de 95. Como o crescimento estava se anunciando explosivo, a ponto de comprometer a estabilizaçao, o governo aplicou um freio violento no crédito, derrubando o consumo.
O fundo do poço no pós-real verificou-se no terceiro trimestre de 95. Depois disso a economia melhorou e, a despeito de um leve recuo do final do ano passado até o início do primeiro trimestre de 97, já conseguiu ultrapassar o ponto máximo de produção verificada no auge do consumo do real.





