Curitiba A desaceleração na atividade industrial, ocorrida em outubro, foi mais intensa no Paraná, onde a taxa de crescimento caiu de 19,2% em setembro para 6,7% no mês seguinte, na comparação com o mesmo período do ano passado.
A constatação é da pesquisa mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que detectou o recuo da atividade industrial em sete dos 14 Estados pesquisados.
Como resultado, houve desaceleração também em nível nacional, onde o crescimento caiu de 7,4% em setembro e 2,7% em outubro.
Os Estados do Amazonas e Minas Gerais mantiveram o mesmo ritmo produtivo, de 5,8% e 6,3%, respectivamente.
Entre os locais que mostraram expansão da produção, destacaram-se o Espírito Santo, que registrou 1,9% em setembro e 8,5% em outubro, e a Bahia, que aumentou a atividade industrial de 3,9% para 7,3%.
Para a coordenadora de Indústria do IBGE, Denise Cordovil, a desaceleração do Paraná e outras regiões está sendo vista como uma acomodação após um período forte de crescimento.
Outra explicação é que o crescimento da indústria iniciou em outubro do ano passado e portanto a base de comparação já mostrava reação, o que justifica a queda dos números.
Em outubro, o crescimento da indústria paranaense foi influenciado por seis setores que tiveram desempenho positivo, com destaque para a fabricação de veículos que cresceu 41,6% no mês e do setor de edição e impressão que cresceu 59,2%.
De acorddo com Cordovil, o IBGE detectou aumento nas encomendas governamentais de material didático do Paraná.
Por outro lado, os setores de Alimentos apresentou queda de 2,8% na atividade indústrial; outros produtos químicos com queda de 7,6%; Mobiliário com queda de 13,2%, Minerais não-metálicos com -10,3% e máquinas, aparelhos e materiais elétricos, com queda de 22,4%, figuram como as principais pressões negativas.
No acumulado de janeiro a outubro deste ano, o Paraná teve um crescimento de 8,9%, influenciado ainda pelo setor de veículos automotores, máquinas e equipamentos, de edição, madeira e alimentos.
Por outro lado, refino de petróleo e produção de álcool, com queda de 14,8%, juntamente com outros produtos químicos (-11,6%), exerceram os principais impactos negativos na formação do índice geral.
O desempenho da atividade de refino de petróleo recuou por causa da paralisação da Repar, que este ano durou cerca de três meses, em decorrência do processo de expansão da refinaria em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba.

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