O dado que mais chamou a atenção da Secex foi o de que, em agosto, a expansão das compras externas foi de de 30,6% em comparação com agosto de 2004. Segundo Meziat, as importações tendem a crescer substancialmente nos próximos meses, em razão do esperado crescimento da produção industrial. Mas não deverá alcançar novamente taxas em torno de 30%. Em agosto, os desembarques foram impulsionados pelas compras de combustíveis e lubrificantes, que aumentaram 65% em razão da alta dos preços internacionais do petróleo bruto e da elevação da demanda por nafta e outros derivados.
Mas também constatou-se aumentos de 35,2% nas importações de bens de capital e de 18,9% nas de matérias-primas e bens intermediários - categorias relacionadas à expansão de investimentos e da produção industrial. Por fim, como resposta ao aquecimento do mercado interno, as compras de bens de consumo aumentaram 27,9%.
As exportações de agosto cresceram 19,9% e apontaram, pela primeira vez no ano, um porcentual menor que o das importações. Mesmo assim, essa foi a segunda vez consecutiva que os embarques mensais foram superiores a US$ 11 bilhões na história. As vendas de manufaturas bateram recorde ao somar US$ 5,963 bilhões, crescendo 21,5% em relação a agosto de 2004. Os embarques de produtos básicos também aumentaram, em 23,8%, reforçados pela elevação de preços de alguns de seus principais itens - café em grão, minério de ferro, petróleo e carnes de frango, bovina e suína. As vendas de semimanufaturas, porém, caíram 2,8%. (A.E.)

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