Expandir banda larga é meta do novo presidente da Sercomtel
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segunda-feira, 23 de maio de 2016
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 
O advogado Guilherme Casado é o novo presidente da Sercomtel Telecomunicações. Ele assume o cargo ocupado desde o início do governo Alexandre Kireeff (PSD) por Christian Pellirier Schneider (PSD), que deixa a telefônica para assumir função de gerência no fundo de previdência dos Correios, o Postalis, em convite feito pelo ministro das Comunicações, Gilberto Kassab (PSD) (leia mais em Política. Casado assume a empresa com a responsabilidade de manter a empresa no azul e ampliar a área de atuação.
Casado, que ocupava a diretoria administrativo-financeira da Sercomtel Iluminação, foi escolhido em uma lista de sugestões de nomes entregue a Kireeff para substituir Schneider, após uma gestão que tornou a empresa superavitária novamente e de expansão de serviços. "Fui escolhido pela confiança de Christian e de Kireeff para dar continuidade ao trabalho que vem sendo feito na Sercomtel", afirma. O ex-secretário de Obras Sandro Nóbrega assume a presidência da Sercomtel Iluminação, função que vinha sendo acumulada por Schneider. Nóbrega era o diretor de Operações da Sercomtel Iluminação.
A continuidade a que se refere Guilherme Casado é o crescimento exponencial das receitas. Entretanto, os investimentos necessários exigem capital de terceiros, já que dificilmente empresas do porte da estatal conseguem operar com recursos próprios. Normalmente, obtêm linhas de crédito ao mercado, que são subsidiadas, para fazer investimentos de expansão que gerem crescimento de receita. "Ir ao mercado é fundamental para que a Sercomtel se consolide como operadora de excelência no estado do Paraná", diz o novo presidente.
Expansão
Os planos da Sercomtel incluem avançar para mais 30 municípios com telefonia e internet banda larga fixa, além de telefonia e internet móvel para 14 municípios do Norte e Norte Pioneiro, num espectro que vai de Apucarana a Cornélio Procópio.
Os investimentos necessários, estimados pela Sercomtel, chegariam a R$ 75 milhões e a captação seria feita por meio de emissão de debêntures ou por fundos de investimentos de direitos creditórios (FDIC), num valor de R$ 75 milhões. Também está em estudo a alienação de terrenos da Sercomtel Casado não revela qual - e das torres de transmissão.
A rede fixa em expansão planejada seria composta por fibra ótica e, no caso da móvel, seria oferecida a tecnologia 3G até que a empresa adquira novas frequências. A expectativa é que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) promova novos leilões de frequências no ano que vem, o que possibilitaria iniciar as operações em 4G.
Até o fim de abril, a Sercomtel contabilizava 113 mil acessos em banda larga, 127 mil telefones residenciais, 57 mil não-residenciais, 67 mil telefones móveis e 3 mil DDR (Discagem Direta Ramal, voltado para o público corporativo).
Porém, a limitação da Sercomtel a Londrina e Tamarana impede a ampliação de acessos na telefonia móvel para quem precisa se ausentar das cidades, por exemplo, já que as concorrentes têm atuação em quase todo o Brasil. "Muito embora já tenhamos preços competitivos nessas regiões [previstas na ampliação], mas por meio de redes de terceiros, sobre as quais não temos controle de qualidade. Uma rede própria pode prover os serviços de melhor qualidade", explica Casado.
Trajetória
Nos três anos e três meses à frente da Sercomtel, Christian Schneider liderou a reestruturação financeira da companhia, que saltou de prejuízo de R$ 60,4 milhões em 2013 para lucro de R$ 7 milhões em 2014 e R$ 1,4 milhão em 2015. Neste período, a operadora renovou sua identidade visual e lançou planos para alavancar as vendas de pacotes de telefonia e internet fixos e planos pré-pagos móveis bastante competitivos em comparação às concorrentes de atuação nacional.
A companhia ainda ampliou a cobertura fixa para outros municípios paranaenses, adquiriu novos equipamentos e implantou novas tecnologias. A Sercomtel Iluminação também foi criada e passou a operar neste período.


