O governo estipulou como obrigatório às montadoras que queiram o desconto de 30 pontos no IPI a realização de ao menos seis etapas da fabricação no País já em 2013. Em 2014 e 2015, esse número passará a sete e, nos dois anos seguintes, a oito. Para caminhões, o número começa em oito fases e chega a dez também em 2016 e 2017.
As empresas no País terão de escolher ao menos mais duas de três exigências extras para ter o desconto integral. A primeira é gastar no mínimo 0,13% da receita bruta total de venda de bens e serviços no ano que vem. Em 2014 o percentual subirá a 0,30% e entre 2015 e 2017, a 0,50%. A segunda é investir, no País, em engenharia, tecnologia e capacitação de fornecedores. Os percentuais de renda bruta serão de 0,5% em 2013, 0,75% em 2014 e 1% entre 2015 e 2017. O terceiro é aderir ao Programa de Etiquetagem Veicular, no qual as empresas declaram o consumo do carro para o comprador.
O delegado em Londrina do Conselho Regional de Economia (Corecon), Laércio Rodrigues de Oliveira, diz que a maioria das empresas de peças no Brasil são pequenas e médias, com concorrência forte da China. Ele acredita que as medidas devem levar à nacionalização de produtos e menor dependência dos preços internacionais. ''Será uma imersão no País que vai garantir maior acesso à tecnologia, maior índice de emprego e com salários maiores.''
Oliveira lembra que a China já tomou medida semelhante anteriormente. ''Eles compravam kits de peças de veículos Gol que eram montados por lá.''
Para o economista, o investimento em pesquisa no Brasil é majoritariamente estatal. Ele cita o exemplo dos Estados Unidos, onde diz que há bolsas de estudo universitárias pagas por empresas para promover o desenvolvimento de soluções tecnológicas específicas. ''Há uma grande distância entre universidades e o setor privado por aqui, o que deve diminuir.'' (F.G.)

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