O presidente Fernando Henrique Cardoso concedeu ontem autorização para que unidades das Forças Armadas possam vigiar a área de fronteira do Brasil com a Argentina no Paraná, com objetivo de proteger o rebanho bovino do Estado contra a febre aftosa procedente do país vizinho.
Com a autorização, tropas do Exército, da Marinha e da Aeronáutica passarão a vigiar, nos próximos dias, pontos considerados estratégicos para evitar o ingresso de animais clandestinos e mercadorias que possam ser portadoras do vírus da doença.
O Paraná possui um rebanho bovino estimado em 9,5 milhões de cabeças e é livre da aftosa com vacinação. O governo federal considera o Estado um modelo na área sanitária porque, além de seguir integralmente as recomendações do Escritório Internacional de Epizootias (OIE) no combate à doença, também implementou conselhos municipais em 400 municípios. Esses conselhos contam com a participação de representantes do municípios, da comunidade e dos criadores, que estão engajados na erradicação da aftosa.
O secretário de Agricultura do Paraná, Antonio Poloni, disse que a maior preocupação do governo estadual, em reforçar a vigilância na região, é porque os municípios de Barracão e Capanema ficam na fronteira com a Argentina. A utilização das unidades das Forças Armadas na região terá seu custo rateado entre o governo federal e o governo do Paraná.
Com a autorização concedida ao Paraná, os três Estados do Sul passam, agora, a contar com o apoio das Forças Armadas na vigilância das zonas fronteiriças com a Argentina. A autorização para o Rio Grande do Sul foi concedida em fevereiro passado, enquanto a de Santa Catarina foi comunicada no dia 12 último.
Santa Catarina possui um rebanho bovino de 2,5 milhões de cabeças e, junto com o Rio Grande do Sul, cujo rebanho é de 12,5 milhões de cabeças, possui o status de livre da aftosa sem vacinação, concedido pelo governo federal em maio do ano passado.

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