Curitiba - Para garantir a fiscalização, o governo reforçou as barreiras existentes, inclusive com a presença de policiais militares. O governador em exercício Orlando Pessuti também defendeu a presença do Exército para reforçar a fiscalização. ''Quando eu era deputado, e houve casos de aftosa no Rio Grande do Sul, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia, eu defendi a presença do exército. E acho que se faz necessário de novo'', afirmou.
O Paraná conta com 122 unidades veterinárias e 187 sub-unidades que estão atuando na fiscalização. O Sindicato dos Trabalhadores na Secretaria de Agricultura (SindiSeab) realiza hoje um dia de paralisação em protesto contra o andamento das negociações salariais da categoria. A entidade garantiu, no entanto, que o movimento só envolverá funcionários da área administrativa, sem prejuízos aos trabalhos de fiscalização.
Outra medida de prevenção tomada pela secretaria foi rastrear todas as cargas provenientes da área do foco da aftosa e que entraram no Paraná nos últimos 60 dias. Foram localizadas 60 cargas com 1.994 cabeças de gado, 35 cargas de suínos e quatro de ovinos. Toda a carga foi interditada em seus locais de destino.
A febre aftosa foi o assunto predominante do 4º Encontro dos Conselhos Municipais e Intermunicipais de Sanidade Agropecuária, realizado ontem em Curitiba. Para Pessuti, os conselhos servirão como agentes de informação dos produtores. (M.G.)

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