Dezenove executivos de empresas privadas de Londrina e região, e 17 administradores do Banco do Brasil deram início ontem ao MBA Treinamento de Altos Executivos, promovido pelo BB com apoio da USP (Universidade de São Paulo). O curso, que será inteiramente ministrado no Hotel Sumatra, se desenvolverá até maio, com 319 horas/aula divididas em três etapas desdobradas normalmente nos finais de semana.
Segundo o superintendente regional do BB Altino Ramos Costa, que fez a apresentação do evento de manhã, o curso é de grande utilidade porque fornecerá importantes informações sobre administração empresarial e relações entre a instituição e as empresas. ‘‘É um intercâmbio, de alta qualidade, pelo qual a superintendência espera estar contribuindo para com o desenvolvimento do Paranᒒ, disse.
Esta é a primeira vez que o BB traz o treinamento para Londrina. O MBA (Master Business Administration), que não é um curso de pós-gradução, foi criado pela Universidade de Harvard (EUA) na década de 60, com objetivo de aproximar as faculdades de administração com o meio empresarial, estabelecer um canal permanente entre eles, acercar-se do mercado, e também se destinava a gerar recursos para as instituições.
‘‘Deu tão certo que nos Estados Unidos todas as universidades o adotaram’’, informa Pedro Paulo Carbone, funcionário e instrutor do BB. ‘‘É um programa de extensão e treinamento de áreas de gestão e negócios das empresas, que dá suporte para as mudanças necessárias diante da globalização’’, aponta Carbone.
O MBA chegou ao Brasil e se expandiu na década de 80 nos grandes universidades. O Instituto Coppead da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a USP e a Fundação Getúlio Vargas são as principais instituições brasileiras que dispõem do treinamento. O BB mantém parceria com as três para a execução do curso em todo o Brasil.
Segundo Carbone, desde que foi instituído pelo BB, há três anos e meio, o MBA treinou cerca de 1.300 altos executivos do banco e das principais empresas brasileiras. ‘‘O treinamento sabe que a competência dos dirigentes, como este grupo que está participando do curso em Londrina, está consagrada. Mas o executivo precisa se contextualizar para construir novos paradigmas, obter nova oxigenação e fazer novas alavancagens na sua administração’’, explicou.
O MBA está dividido em três fases, segundo anunciou ontem o professor da USP Lino Rodrigues Filho: a primeira, desenvolvida pelo Instituto Dorsey Rocha através dos professores Alexandre Armando Vasconcelos e João Carlos Rahner, terá duração de 27 horas. Discutirá o papel do empresário, que hoje necessariamente deve ter, no mínimo, uma boa visão estratégica, capacidade empreendedora e espírito participativo.
A segunda fase tratará de ‘‘um banho de gestão’’, segundo Rodrigues, para informar e formar através de novas técnicas e de exemplos mundiais bem sucedidos. Cerca de 20 professores da USP, das áreas de administração, economia, estratégia, marketing, recursos humanos virão a Londrina para 260 horas/aula.
A terceira e última parte do MBA será desenvolvida em 32 horas/aula, pelos funcionários e instrutores do BB Pedro Paulo Carbone e Silvio Maestreli. Versará sobre a cultura organizacional mundial, proporcionando oportunidade para reflexão sobre o comportamento dos diversos tipos de sociedades. A flexibilidade do brasileiro, incluído o empresariado, terá destaque em estudo, contraposta, por exemplo, à falta de jogo-de-cintura de outros povos.

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