Executivo sofre ao negociar salário
PUBLICAÇÃO
domingo, 10 de agosto de 1997
Agência Estado São Paulo 
As dificuldades nas negociações salariais estão atingindo também os executivos. Pesquisa da Manager Assessoria em Recursos Humanos, realizada entre abril e junho com 829 profissionais, indicou que, após três anos de Plano Real, boa parte dos executivos considera que as negociações salariais com as empresas ficaram mais difíceis para eles. A maior parte dos profissionais ouvidos exerce cargos de diretoria e de alta e média gerência, nas cidades de Belo Horizonte, Curitiba, Rio de Janeiro, Campinas e São Paulo.
A dificuldade em estabelecer negociações foi indicada por 390 participantes da pesquisa, ou seja, 47% do total. Outros 230 (27,7%) afirmaram que as negociações ficaram mais fáceis; para 135 profissionais, 16,3%, a mudança nessa questão não foi significativa; 25, ou 3%, disseram que não se preocupam mais com essa questão.
Se, no emprego, boa parte dos entrevistados indicou maior dificuldade para obter aumentos expressivos da remuneração, em casa a situação está mais tranquila, conforme a pesquisa. Para 726 dos consultados (87%), ficou mais fácil administrar o orçamento doméstico. Um total de 400 participantes, ou 48%, revelou que não foi preciso fazer nenhum corte no orçamento por causa do Plano Real. Os que foram obrigados a reduzir as despesas cortaram, principalmente, gastos com o lazer (302, ou 36,4%), com roupas (218, ou 26,3%) e com a escola dos filhos (61, ou 7,3%).
A maioria dos executivos está preocupada com seu aprimoramento profissional. Dos entrevistados, 639 (77%) disseram estar interessados no desenvolvimento de suas carreiras e em investir, por conta própria, para que isso ocorra, por meio de participação em cursos, palestras e seminários, de leituras, etc. Do total, 515 profissionais (62,1%) afirmaram estar participando de treinamento e cursos desenvolvidos pelas empresas onde trabalham.
Perguntados sobre seus planos, 101 deles, ou 12,2%, disseram que estão interessados em obter uma situação financeira estável; 81, ou 9,8%, querem dedicar-se à complementação de seus estudos; 63, ou 7,6%, pretendem buscar a atualização profissional.


