Executivo prevê fechamentos
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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2001
Carmem Murara De Curitiba 
O recente episódio que culminou com o anúncio do fechamento de fábricas e demissão de funcionários da Chrysler, em todo o mundo, faz com que o setor automobilístico fique em estado de alerta e faça previsões sobre o futuro. O presidente da Volkswagen do Brasil, Herbert Demel, em entrevista ao jornal Valor Econômico de ontem prevê uma onda de fechamento de fábricas automotivas no Brasil. Em sua avaliação, o setor enfrenta falta de lucratividade.
A entrevista do presidente da Volkswagen retrata um cenário nada otimista para as montadoras, principalmente para aquelas que se instalaram no País nos últimos anos. Ele lembra que as empresas fecharam o ano de 2000 com prejuízo entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões, dados que foram melhores se a comparação for com 99. O fato é que o setor automotivo passa por uma crise de vendas, na avaliação dos executivos destas empresas.
Demel foi enfático e admitiu que a própria Volkswagen, uma das mais antigas montadoras instaladas no País, enfrenta problemas. A unidade industrial de São Bernardo do Campo (SP) passa por processo de racionalização das atividades. Parte dela está sendo remodelada para aumentar em 50% a produtividade.
Problemas há também na fábrica paranaense de São José dos Pinhais, onde são produzidos os modelos Audi A3 e Golf. Demel informou ao jornal que a fábrica tem fechado no vermelho. O prejuízo, segundo ele, se aproxima de R$ 400 milhões, valor equivalente ao custo fixo da fábrica. Isso não impede, no entanto, que o investimento continue sendo feito, ressalta Demel.


