Executivo deve ter cuidado na troca de emprego
O executivo deve administrar bem sua carreira e buscar novo emprego antes de ser demitido ou estar na corda bamba. Dessa forma, pode tirar proveito do poder de barganha que tem por estar empregado. Essa é a análise de Thomas Case, fundador e presidente do Grupo Catho, empresa de consultoria especializada em recrutamento e seleção de executivos.
Case explica que os executivos empregados que recebem uma proposta de emprego têm um poder de barganha na negociação salarial muito maior que o desempregado.
O poder de barganha dos executivos empregados foi avaliado em sondagem feita pelo Grupo Catho com 1.356 executivos. De acordo com a pesquisa, 47,9% dos executivos empregados recusaram a primeira oferta de salário e conseguiram elevar o valor da oferta salarial inicial em 17,4%, na média. Por ter menor poder de barganha, 35,6% dos desempregados recusaram a oferta inicial.
A pesquisa mostrou ainda que 80,4% dos executivos empregados conquistaram um salário maior do que a remuneração do emprego anterior. Entre os desempregados, apenas 45,2% conseguiram salário superior ao anterior. Esse aumento, em termos médios, foi de 28,9%, para os empregados, e de 23,7%, para os desempregados.
Case observa ainda que as negociações salariais se modificaram bastante depois do Plano Real. Isso porque a estabilidade trazida pelo Real reduziu o risco de trocar de emprego e, consequentemente, as negociações ficaram mais fáceis. Por isso, os executivos estão exigindo aumentos menores para mudar de emprego.
De acordo com a pesquisa da Catho, na negociação salarial e subsequente contratação, o fio de bigode prevalece no Brasil. Ou seja, tudo é feito informalmente, na base da confiança. Em 79,15% das contratações, o acordo foi apenas verbal e somente em 20,85% dos casos as normas de contratação combinadas foram formais.





