Excursão tem clientela de regiões diversas
Há aproximadamente seis anos, Meire Rodrigues começou a trabalhar como guia de viagens com ônibus fretado e atualmente é proprietária da agência Capellitur, instalada em Curitiba, que promove viagens turísticas terrestres e faz fretamento de veículos, mas tem como principal serviço os roteiros de compras.
Todos os dias, com exceção de quinta-feira, a agência promove viagens ao atacado e varejo de São Paulo. ''Esse é o destino mais procurado'', afirma Meire. Além da Feira da Madrugada, os compradores vão à 25 de Março, ao Brás e a outras lojas atacadistas daquela região. O ônibus sai de Curitiba na sexta-feira à noite e retorna no sábado. A passagem mais procurada, em ônibus semileito com escolta, sai por R$ 75, incluindo ida e volta.
As viagens ao Paraguai são realizadas às terças e sextas-feiras, domingos e feriados nacionais. As passagens variam entre R$ 100 e R$ 130. Toda segunda-feira, os compradores vão a Santa Catarina para comprar roupas, principalmente as de grife. ''Este grupo é composto, em sua maioria, por lojistas'', diz Meire. O investimento, incluindo refeição, sai por R$ 60. De março até julho, Minas Gerais entra na rota de compras para moda inverno, principalmente em peças de lã. As passagens custam cerca de R$ 150.
''Sempre consigo lotar o ônibus. Embora a maioria dos meus clientes seja de Curitiba, vem gente de várias cidades do Paraná e também de outros estados como Belo Horizonte, Santa Catarina e Minas Gerais'', relata, citando que na semana passada, uma pessoa do Piauí, que vai abrir uma loja, também participou da excursão.
Meire considera que a localização estratégica da capital paranaense privilegia o acesso às regiões de interesse dos lojistas, vendedores autônomos e pessoas particulares que desejam ir às compras. Ela adianta que a empresa está programando oferecer viagens também para Cianorte e Maringá.
Atrativo londrinenese
Londrina também é um atrativo para compradores da região. Segundo o vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Flávio Balan, que a cidade começa a caminhar como um polo atacadista. ''Embora não tenhamos muitas opções, este comércio existe e tem possibilidade de crescer'', estima. De acordo com ele, atualmente Londrina recebe visitantes interessados em comprar no atacado, vindos principalmente do Norte Pioneiro, Sul de São Paulo e Maringá.
(A.V.)





