Depois de várias semanas com a cotação em alta, o preço do pepino começa a baixar na Central de Abastecimento de Londrina (Ceasa). Se no atacado o custo foi reduzido em mais de 60%, a queda no varejo ainda é bem tímida. Há duas semanas, o quilo do legume era vendido, em média, a R$ 2,29 nos supermercados da cidade. Ontem, o preço variava de R$ 1,99 a R$ 2,20. Outros produtos que tiveram seus custos reduzidos no atacado foram chuchu e repolho.
Segundo o atacadista Roberto Morakami, da Ceasa, a oscilação de preços ocorreu porque há um excesso de ofertas no mercado local, apesar desses produtos serem ''importados'' de Estados como São Paulo e Goiás. ''O que manda no mercado é a lei da oferta e da procura. Há um excesso de oferta, aliada à redução do consumo'', afirmou.
De acordo com Reginaldo de Amorim Ferreira, encarregado do setor de Hortifruti de um supermercado da cidade instalado no Centro da cidade, os preços não caíram porque os atacadistas alegam que regiões produtoras do Estado foram atingidas por chuvas de granizo nas últimas semanas, o que teria estragado parte da produção.
Entressafra - Segundo Iniberto Hamerschmidt, coordenador estadual de Olericultura e Agricultura Orgânica da Emater/PR, o pepino está em plena entressafra no Estado. ''Temos alguma coisa em estufas na Região Norte, mas é pouco. No entanto, o excesso de chuvas que está atingindo o Estado nos últimos dias pode ter prejudicado a colheita. Os outros Estados produtores - como São Paulo e Goiás - tiveram clima favorável e o volume ofertado foi maior para essa época do ano'', explicou.
Já a queda de preços do repolho é explicada pelo período de safra. O Paraná é um dos maiores Estados produtores e a lavoura está concentrada na Região Sul do Estado. ''O Paraná produz mais de 100 mil toneladas por ano de repolho, mas o preço deveria estar melhor. Devido às facilidades do cultivo, os produtores concentram o plantio o que acaba contribuindo para a queda de preços'', afirmou.

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