Excesso de oferta dificulta estocagem de maçã no Paraná
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quinta-feira, 04 de maio de 2000
Vânia Casado De Curitiba 
O excesso de oferta de maçã da safra 99/2000 está lotando os armazéns da Codapar - Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná - em Palmas e em Guarapuava. Segundo o vice-presidente da Associação dos Fruticultores do Paraná, Carlos Lovo, a produção é considerada de boa qualidade, mas a comercialização está muito lenta, obrigando os produtores a estocarem a produção nos armazéns refrigerados. O problema está se repetindo em outros estados produtores como Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Uma das dificuldades para escoar o excesso de produção são os preços no mercado que não estão convidativos ao consumo, disse o engenheiro agrônomo da Secretaria da Agricultura, Paulo Andrade. Segundo ele, no ano passado não houve problemas de comercialização e a safra foi praticamente vendida no pomar. Neste ano, com a redução do poder aquisitivo do consumidor, a venda de frutas está em baixa, justificou.
A produção de maçãs do Paraná esse ano deve atingir 30 mil toneladas e as frutas estão superlotando os frigoríficos. A unidade de Palmas já armazena cerca de oito mil toneladas e a previsão é de receber 12 mil toneladas ao longo do ano. Em Guarapuava, o frigorífico da Codapar, com capacidade para cinco mil toneladas, está com mais da metade da unidade lotada com maçãs vindas de Palmas e dos municípios de Fraiburgo e Água Doce, em Santa Catarina.


