Excesso de carga pode prejudicar caminhoneiros
PUBLICAÇÃO
sábado, 25 de julho de 2009
Rosiane Correia de Freitas <br>Equipe da FOLHA 
Curitiba - Segundo os especialistas ouvidos pela FOLHA, o trânsito de caminhões com excesso de peso é o início de um círculo vicioso que encarece o transporte viário no País. Uma estrada ruim significa mais gastos com pneus, combustível e tempo de transporte, aponta o coordenador técnico da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC & Logística), Neuto Gonçalves dos Reis.
Para o caminhoneiro Carlito Dias Nascimento, de Curitiba, andar sempre dentro dos limites é uma vantagem. Se a gente aceitar colocar mais carga significa menos frete para todo mundo, diz. Nascimento é caminhoneiro há 41 anos. O bom é que o peso fosse certo. Com excesso até o risco de dirigir é maior, aponta.
O colega Adir Valentim Magnus, que é caminhoneiro há 20 anos, discorda. A gente não tem balança para acertar o caminhão no entre eixo e depois é multado, conta. Se tiver tolerância de 10% vai ser bom porque aí evita a multa pelo erro, explica. Segundo Magnus, não há problema de segurança em andar com mais peso. O caminhão tem força para levar a carga, diz.
Autuações
Na BR-277, no trecho entre Curitiba e Paranaguá, o número de autuações é baixo. Segundo dados da concessionária Ecovia, no primeiro semestre de 2009, dos 293.352 veículos que passaram na balança, 3.642 foram autuados, o que corresponde a 1,24% do total. A média de autuações vem caindo nos últimos anos. No primeiro semestre de 2007, 2,96% dos caminhões que passaram na fiscalização foram autuados. Já no mesmo período de 2008 2,58% dos motoristas foram multados.
Na rodovia BR-376 na região entre Maringá e Paranavaí, a média de autuações era de 80 por mês. Depois que paramos de ter autuações o número de irregularidades flagradas subiu para 660 por mês, alerta Claudio Machado, superintendente da concessionária.
Na BR-101, a balança de pesagem do quilômetro 14 deverá entrar em funcionamento nesta segunda-feira. O sistema seleciona 50% dos caminhões para passar pela fiscalização. A expectativa é que desses, metade apresentem excesso de peso, aponta o administrador do posto de pesagem, Marco Cesar Ribeiro, da Autopista Litoral Sul.


