Exames de aftosa serão refeitos pela 3 vez
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sexta-feira, 28 de outubro de 2005
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Pela terceira vez, em oito dias, o Ministério da Agricultura está recolhendo material dos animais suspeitos de terem contraído a febre aftosa no Paraná. Os dois exames feitos anteriormente não foram conclusivos, admitiu o superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná, Valmir Kowaleski. O material foi enviado ontem para o Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro), em Belém do Pará, para que sejam feitos mais exames.
Segundo a Agência Estado, o material enviado por duas vezes não foi suficiente para isolar o vírus e obter a confirmação de que se trata efetivamente de um foco de aftosa. O Ministério espera que o resultado desses exames seja divulgado até o fim da próxima semana. No Mato Grosso do Sul, onde foi confirmado o surto da febre aftosa, passaram-se cinco dias entre a data que foi enviado material para análise e a confirmação do foco da doença.
Para Kowaleski, não há motivo para gerar insegurança em relação à demora na divulgação do resultado dos exames. Segundo ele, é necessário tempo para que os técnicos apresentem um diagnóstico bem realizado. Ele admitiu que as duas metodologias utilizadas anteriormente, como os exames de sorologia e o Probang, podem apresentar falhas. ''É claro que estamos torcendo para que os animais não tenham a doença, mas é melhor pecar por excesso de precaução do que pecar por negligência'', afirmou.
Segundo um técnico da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, o material recolhido das lesões apresentadas pelos animais suspeitos não foram suficientes porque as aftas eram muito pequenas na cavidade bucal.
À pedido de Kowaleski, o Ministério da Agricultura em Brasília enviou dois técnicos especialistas ao Paraná para reforçar a equipe do Departamento de Saúde Animal no Estado, responsável pela coleta do material nos animais. Um dos tecnicos é especialista em exames laboratoriais e o outro, em administrar regiões com suspeitas de foco. ''Eles vão auxiliar nossa equipe técnica'', afirmou Kowaleski.
Os especialistas colheram sangue para novos exames de sorologia e células raspadas da traquéia e do esôfago em outros animais e em outras localidades. Segundo a Agência Estado, poderão ser refeitas necropsias de animais e até a coleta de órgãos para tentar um diagnóstico mais preciso. Kowaleski defendeu a necessidade de refazer os exames como contraprova ao que vem sendo feito, ''como medida de segurança'', frisou.
De acordo com o superintendente do Ministério, a sintomatologia clínica apresentada pelos animais suspeitos, aliada à procedência - eles vieram da zona do foco de febre aftosa em Eldorado, no Mato Grosso do Sul - aponta para a circulação do vírus da doença no Paraná. Ele admite, porém, que os animais podem apresentar sintomas semelhantes ao contraírem a estomatite vesicular ou traqueíte infecciosa. Nos dois casos, os animais apresentam aftas na boca e estado febril.


