Ex-sócio da Soletur depõe na Justiça
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quarta-feira, 28 de novembro de 2001
Agência Estado <br> Do Rio 
O ex-sócio e fundador da Soletur, Carlos Augusto Guimarães Filho, disse ontem ao juiz da 8 Vara de Falências e Concordatas, Alexander dos Santos Macedo, que o prazo de 48 horas dado pela Varig para receber uma dívida R$ 8 milhões foi a gota d'água para a falência da operadora de turismo. Segundo Guimarães, ao ser notificado de que devia fazer o pagamento em dois dias, não teve outra alternativa senão fechar as agências.
''Tentamos com a Varig uma mudança de posicionamento, sem sucesso'', afirmou. Guimarães informou que a Soletur começou a enfrentar grandes dificuldades financeiras em 1999, ''quando houve uma imprevisível e disparatada elevação da cotação do dólar''. A situação agravou-se depois dos atentados terroristas em Nova Iorque. Pacotes foram cancelados, o que ''desencadeou uma sangria muito grande''.
O ultimato da Varig foi enviado no dia 23 de setembro. No dia seguinte, Guimarães enviou a confissão de falência à Justiça. O fundador da Soletur comprometeu-se a entregar em cinco dias todos os livros contábeis da empresa de turismo Soljet, da qual também é sócio. O Ministério Público suspeita que a agência foi criada para receber parte do patrimônio da Soletur, antes da falência, excluindo-a da massa falida.


