Ed Ferreira/Agência Estado
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Fishlow: força à exportaçãoO economista norte-americano Albert Fishlow disse ontem que considera ‘‘fundamental’’ que o Brasil alcance uma taxa de crescimento contínuo das exportações da ordem de 9% ao ano. O brasilianista - da Universidade da Califórnia em Berkeley - também recomendou que o País aumente sua taxa de poupança interna de 20% do PIB (Produto Interno Bruto) para 25% do PIB.
Fishlow foi professor do ministro da Fazenda, Pedro Malan, e de outros membros da equipe econômica do governo. Ele fez ontem uma palestra no Ministério da Fazenda sobre o Plano Real, assistida pelo próprio Malan e seus secretários.
Até julho deste ano, as exportações brasileiras cresceram 9,73% em relação ao mesmo período do ano passado. A expectativa do governo é que essa média seja mantida até o final do ano. Não se pode dizer, entretanto, que o País já tenha consolidado essa tendência de crescimento.
O economista defendeu que, para garantir o aumento contínuo das vendas ao mercado externo, é importante que o País adote uma política de produção programada para a exportação e não confie apenas na redução da demanda interna, como teria sido feito no passado.
Ele afirmou que é contrário a uma mudança na política cambial brasileira, porque esta garantiria a credibilidade da economia do País no exterior, mas minimizou a importância da política do real ancorado ao dólar. Segundo Fishlow, o governo agora está empenhado em manter uma âncora monetária, com a manutenção de uma taxa de juros alta, e deve, aos poucos, priorizar também a âncora fiscal, com a redução de gastos.

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