Curitiba - Facilitar a vida das empresas que precisam de crédito para começar a exportar seus produtos. Esse é o objetivo do Programa Exportar, lançado ontem no Paraná por meio de uma parceira entre a consultora de empresas e ex-ministra Dorothéa Werneck e o banco Santander. O programa não oferece taxas de juros menores do que as das linhas de financiamentos para exportação do mercado, que giram entre 8% e 12% ao ano. Contudo, promete diminuir a burocracia dos empréstimos e ainda prestar um assessoramento ao empresário. No Paraná, o programa pretende atingir a meta inicial de 50 empresas em Curitiba.
O programa já funciona há oito meses em São Paulo e no Rio Grande do Sul atendendo 490 empresas. Segundo Dorothéa, a idéia do programa veio com a constatação de que os empresários têm dificuldade de entender os tipos de financiamentos para exportação, usando, muitas vezes, formas mais caras de empréstimos e quase sempre não têm todas as garantias que o banco exige. ''Fazendo um diagnóstico da empresa e um plano de exportação é possível ter um acompanhamento e uma segurança maior no hora de emprestar. Analisamos também o importador, já que se ele der o calote na empresa, o banco não recebe'', explicou. O assessoramento não é cobrado.
O critério para a empresa entrar no programa é estar iniciando as exportações, independente do seu tamanho. Também não há limite mínimo ou máximo para empréstimo.

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