Curitiba - O advogado Luiz Alberto Blanchet não é o único ex-funcionário da Copel que atualmente se beneficia das parcerias firmadas pela estatal com a iniciativa privada. Em novembro do ano passado a Folha apurou com base em extratos e certidões na Junta Comercial do Paraná que outros ex-funcionários detêm cargos estratégicos nas empresas que exploram o filé mignon do setor energético do Estado.
A M.B.C. Participações, integrante da Escoeletric, tem como responsáveis o ex-diretor de Engenharia e Construção da Copel Simão Blinder e o ex-funcionário Ademar Cury da Silva. A Escoeletric atua na montagem de máquinas e de usinas. Blinder e Ademar Cury também aparecem como sócios da empresa Senergy Saneamento Energia e Participações Ltda. Esta empresa integra um consórcio chamado Rio Farinha, criado para estudar o potencial elétrico de um rio no Maranhão.
O ex-diretor da estatal Walfrido Avila também integra a diretoria de uma das mais polêmicas parcerias mantidas pela Copel. Avila é sócio-gerente na Tradener, empresa que atua na comercialização de energia, setor bastante rentável.
A Copel não firmou contratos apenas com ex-funcionários, mas com empresários ligados à atual diretoria. Luiz Fernando Leone Vianna, diretor-superintendente da Copel Geração, por exemplo, tem um parente que é sócio da empresa Momento Engenharia de Construção Civil Ltda, outra parceira da estatal.

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