O delegado-adjunto da 10 Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, João Eduardo Carulla, ouviu, ontem, o pedreiro Claudemir Domingues, 45 anos, proprietário do Fiat Panorama, placas BNJ-5026, utilizado no atentado contra o posto de combustíveis Transamérica, no último dia 26, e Marcos Hipólito Camargo dos Santos, 25 anos, que teria comprado o veículo de Domingues. O carro foi localizado incendiado na semana passada.
Domingues e Santos prestaram depoimento sobre o atentado e negaram envolvimento. O dono do posto, Carlos Faneco, esteve ontem na delegacia mas não reconheceu Santos como autor dos disparos. ''O atirador era mais magro'', afirmou.
Segundo o delegado Carulla, o pedreiro disse, no final da tarde de anteontem, que havia vendido o Fiat a Santos, um dia antes do atentado. Ontem, Marcos Santos prestou depoimento na delegado dizendo ter vendido o veículo no mesmo dia a dois homens estranhos que apareceram em sua oficina interessados na compra de um carro velho. Um deles teria se identificado pelo nome de ''Betão''.
Segundo ele, como não tinha o recibo de compra e venda, os homens deram R$ 400 e ficaram de voltar no outro dia para pegar o recibo e pagar mais R$ 100. ''Santos disse que eles não voltaram e que nunca mais os viu'', contou o delegado.
De acordo com Carulla, Domingues não havia se apresentado antes porque estaria fora da cidade, trabalhando, e só ficou sabendo do caso pela imprensa. Já Santos disse ter ficado com medo, ao ser procurado por policiais.
''Continuaremos investigando essa história. Agora vamos procurar esses dois homens'', disse.
O posto de combustíveis Transamérica, localizado na Avenida Leste-Oeste, no centro da cidade, sofreu atentado no dia 26 de outubro, quando, por volta das 8h30, um homem invadiu o local e disparou cinco tiros contra o veículo Renault Mégene, de propriedade dos donos do posto. A proprietária Maria Lúcia de Souza, mulher do proprietário, afirmou que a família vinha sofrendo ameaças desde que o seu posto reduziu os preços dos combustíveis.

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