Otávio Magalhães/Agência Estado
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Marcos Magalhães Pinto, do Nacional, chega para depor: nada a declararDois dos principais ex-dirigentes do Banco Nacional - Arnoldo de Oliveira, ex-superintendente-executivo, e Clarimundo Sant’Anna, ex-vice-presidente de Controladoria - trocaram acusações diretas e indiretas ontem na Justiça Federal do Rio de Janeiro, em depoimentos prestados em processo que apura supostas fraudes na instituição.
Oliveira negou ter tido ingerência sobre áreas do banco em que as supostas irregularidades teriam ocorrido ou que poderiam detectá-las (como a Controladoria), mas Sant’Anna acusou o ex-chefe de lhe ter ordenado que manipulasse contas inadimplentes, para mascarar prejuízos. O Ministério Público apresentou fitas com 47 gravações de telefonemas de alguns envolvidos no processo.
O juiz Abel Fernandes Gomes, da 4ª Vara Federal, declarou que o conteúdo das fitas é irrelevante. Marcos Magalhães Pinto, ex-presidente do Nacional, recusou-se a prestar depoimento alegando que as defesas não tiveram acesso às gravações antes da audiência, o que, disse, fere a lei.
O juiz Gomes começou ontem a ouvir 16 denunciados acusados de gestão fraudulenta, sonegação de informações, prestação de informações falsas, fraude em demonstrativos contábeis e formação de quadrilha, além de dois acusados de gestão fraudulenta e fraude em demonstrativos contábeis. O Nacional sofreu intervenção do Banco Central em 18 de novembro de 1995, tendo sido sua parte ‘‘boa’’ incorporada pelo Unibanco. Segundo inquérito da Polícia Federal, apresentava um rombo de R$ 10 bilhões.

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