Evite ficar no sufoco com gastos no exterior
A proibição de parcelar os gastos feitos com cartão de crédito no exterior ainda tem pego muita gente de surpresa, principalmente aqueles que retornaram das férias de julho. A determinação, baixada pelo governo no fim de maio, visa a desestimular os gastos internacionais para reduzir a saída de dólares do País.
A medida alcança também as compras via reembolso postal, por meio de catálogos estrangeiros, pela Internet e em free shop, mas deixa de fora a compra de passagens aéreas. Para o diretor do BCN Administradora de Cartões, Natal Sonada, nesse último caso, o cartão pode ser utilizado como meio de cobrança parcelada pelas agências de turismo.
Mesmo com a proibição, o uso do cartão de crédito em viagens internacionais continua vantajoso. Além de mais prático e seguro, na hora da conversão de moedas, o cartão é mais vantajoso: oferece melhores cotações na fatura que o dólar papel ou traveller check.
O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito e Serviços (Abecs), Waldemar Petty, observa que não é possível pagar apenas uma parte e deixar a outra para o mês seguinte. Por isso, as compras devem ser feitas com cautela, diz Petty. Não tendo como quitar o débito, diz, o consumidor deverá pagar todo o montante assim que tiver recursos, com multa de 2% e juros que variam de 6% a 12% ao mês. Caso o cliente não quite o débito na próxima fatura, Petty afirma que a empresa fará imediatamente o bloqueio do cartão e cobrará judicialmente a dívida.
A orientação para quem está saindo de férias no momento é ter o seu orçamento predefinido antes de viajar e deixar uma reserva em dólares, moeda sempre usada na conversão do débito em reais. Dessa forma, será possível organizar-se para pagar a fatura depois, além de proteger-se contra qualquer variação cambial.
Para o presidente da Abecs, se for viajar para mais de uma cidade, é importante que o cliente já tenha uma idéia bem clara de quanto poderá gastar em cada lugar.





