Há exatamente uma semana do Dia dos Namorados, o comércio varejista das principais regiões metropolitanas do Estado está com ótimas expectativas. Segundo pesquisa realizada pela Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio), as vendas devem crescer de 10 a 11% em relação ao mesmo período do ano passado.
E este crescimento não está relacionado apenas à essa data comemorativa. Para o economista da Fecomércio, Wamberto Santana, tais valores estão ligados diretamente à chegada da Copa do Mundo e às festas juninas. ''Não dá para individualizar todos estes eventos na pesquisa, pois eles acontecem simultaneamente. Em paralelo aos três acontecimentos, temos ainda a chegada do inverno, que acaba movimentando demais o setor de vestuário. Todos os fatores nos levaram a atingir esses números'', aponta o professor Santana.
Marcelo Cassa, presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL), comprova os números almejados pela pesquisa da Fecomércio. Para ele, o Dia dos Namorados é a terceira data mais importante no comércio, e deve superar tranquilamente o crescimento de maio. ''É uma data siginificativa, atrás apenas do Natal e Dia das Mães. Em maio, já tivemos um crescimento de 7%, um pouco menos que no primeiro quadrimestre de 2010'', comenta.
Cassa ainda salienta que a Copa do Mundo deve alavancar as lojas de eletroeletrônicos. ''A Copa e o clima estão ajudando bastante, por isto estamos vislumbrando um crescimento de pelo menos 10%''.
O interessante é que este aumento nas vendas pode vir aliado à uma grande economia para o consumidor. De acordo com um levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV), os preços dos produtos mais procurados estão abaixo da inflação média do varejo em 2010. A partir da lista dos 22 produtos mais lembrados nesta data, a pesquisa da FGV mostrou que a inflação de presentes para o Dia dos Namorados ficou em 4,72% em 12 meses até maio deste ano, abaixo da taxa do Índice de Preços ao Consumidor - 10 (IPC-10) acumulada no mesmo período, de 5,35%
Entre produtos mais visados pelos casais apaixonados estão os celulares. Com preços bem atrativos para o consumidor, os aparelhos tiveram uma deflação de 9,01% no último ano, seguido pelo agasalho feminino. Os demais vinte itens - como perfumes, flores e bolsas - apontaram inflação em 12 meses até o mês passado.
O professor Wamberto Santana relaciona esta deflação principalmente aos eletroeletrônicos. Para o economista, tais produtos com tecnologia sofisticada tendem a ser substituídos por modelos mais modernos rapidamente, o que acaba barateando boa parte deles. ''Os lançamentos constantes fazem com que as lojas vendam os produtos mais antigos facilmente. Alia-se a isso o aumento da capacidade produtiva do País, oferecendo maior número de itens no mercado'', finaliza. (com Agência Estado)

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