Eventos aquecem setor hoteleiro em Londrina
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terça-feira, 02 de setembro de 2003
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
O turismo de eventos e negócios é o mais novo filão econômico de Londrina. Durante o ano, mais de 2,5 milhões de pessoas são envolvidas no município por essa indústria que movimentou R$ 45,8 milhões em 2001, segundo pesquisa do Fórum Brasileiro de Convention & Visitors Bureau e Sebrae. No País, este setor responde por 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) e emprega três milhões de brasileiros.
Graças a esses números, os hotéis de Londrina mantêm uma ocupação média de 60% desde 1998. ''Isso aconteceu porque o número de eventos na cidade aumentou. Nos grandes centros, a expansão da rede hoteleira acirrou ainda mais a concorrência'', explica José Ernesto Marino Neto, presidente da BSH International consultoria em hotelaria e turismo para as Américas. Em Maringá, cidade de porte semelhante a Londrina, a média de ocupação em 2001 e 2002 foi de 52% nos 31 espaços destinados a eventos, de acordo com o presidente do Maringá Convention & Visitors Bureau, Sergio Takao Sato.
O Hotel Sumatra é um dos 22 espaços destinados a essa atividade em Londrina. Segundo a coordenadora de eventos Katia Regina Vassoler, esse setor é responsável por mais de 70% do faturamento nesse estabelecimento. ''Nossas salas têm capacidade máxima para 1,4 mil pessoas e já sentimos a necessidade de ampliar os espaços'', adiantou Katia.
®MDNM¯Quase 75% dos eventos realizados em Londrina são de âmbito regional ou nacional. Os encontros internacionais, latino-americanos e mundiais representam aproximadamente 18% do total. A falta de infra-estrutura adequada e atrativos são citados por autoridades do ramo como responsáveis por essa restrição. De acordo com Kátia, alguns eventos que começaram em Londrina estão mudando para Foz do Iguaçu exatamente por isso. ''Se o Moringão fosse a maior quadra indoor do Brasil, por exemplo, teríamos um bom gancho para o marketing e condições de atrair campeonatos importantes'', disse o gerente do Crystal Palace Hotel, Maurício Martins.
Para a diretora-executiva do Londrina Convention Bureau, Maitê Uhlmann, a maior dificuldade para impulsionar essa indústria é a mão-de-obra desqualificada. A necessidade envolve mais do que recepcionistas, garçons, ®MDNM¯auxiliares de limpeza, porteiros e outros profissionais ligados diretamente à atividade. Segundo ela, a comunidade ainda não percebeu a importância dessa economia para o desenvolvimento da cidade. ''Conforme a Organização Mundial do Turismo, a indústria do turismo de eventos e negócios é a terceira maior do mundo, perdendo apenas para os produtores de petróleo e armas. Isso sem contar que ela é auto-sustentável e não-poluente''.


