Eventos aquecem economia de Londrina
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sexta-feira, 19 de abril de 2002
Benê Bianchi Reportagem Local 
Londrina - Depois de passar por um período de pouco movimento nos primeiros meses do ano, o setor hoteleiro de Londrina começa a respirar mais aliviados, impulsionado pelos eventos realizados na cidade e região nos meses de abril e maio. A reação começou com a 42ª Exposição Agropecuária e Industrial, de 4 a 14 deste mês, e será fortalecida com a terceira edição de FIQ Feira Internacional da Qualidade em Máquinas, Matérias Primas e Acessórios para a Indústria Moveleira, que começa na próxima terça em Arapongas e prossegue até dia 27. Os hotéis também aumentam a ocupação com o Festival Internacional de Londrina (Filo), de 1º a 25 de maio, e com o vestibular de verão fora de época, que começa dia 29 de abril e termina em 2 maio. O concurso está sendo realizado agora por causa da greve de professores e funcionários no início do ano.
A grande estrela do período é a FIQ, que esgotou as vagas no setor hoteleiro de Londrina e cidades próximas. Segundo o superintendente do Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes, Alzir Bocchi, as expectativas são de que o evento movimente na região cerca de R$ 3,2 milhões nos seis dias de sua realização, com cada empresário/turista gastando em torno de R$ 2 mil. Só em Londrina, de acordo com dados da entidade, são 6.800 leitos de hotéis. Em toda a região, são 9 mil leitos, em cerca de 50 estabelecimentos.
Bocchi classifica a FIQ como o melhor evento do ano para o setor de hotéis, bares e restaurantes. Segundo ele, a Exposição também aquece as vendas e este ano superou as expectativas, embora não tenha lotado todos os leitos. Muitos visitantes são da região e acabam não utilizando a estrutura de que dispomos, comenta ele.
Fábio Vezozzo, diretor do Hotel Bourbon, confirma que o período está bom para o setor, mas lembra que o ano tem 52 semanas. A procura no resto do ano é pequena. Não tem o que atraia o visitante para Londrina. A cidade precisa fortalecer o turismo de negócio, que acaba movimentando todos os setores.
Outro que defende a realização de mais eventos na cidade é o dono do Hotel Coroados, Luiz Alberto Vicentini. Este começo de ano, que não teve nada, foi muito ruim. Cheguei a pensar em fechar o hotel. Agora deu uma melhorada. Mas o hotel só enche quando tem eventos, observa.
O Hotel Sumatra, que mantém um Centro de Convenções, é uma mostra de que os eventos são importantes para o segmento. Normalmente o Centro de Convenções está ocupado e isso acaba movimentando toda nossa estrutura, comenta Priscila Crubellati, coordenadora do local. Tanto é que o Sumatra não poderá atender os vestibulandos deste ano porque já havia fechado contrato para a realização do III Congresso Brasileiro de Educação Especial, de 1º a 4 de maio, mesmo período do vestibular.
Outra atividade que tem dado fôlego ao setor são as filmagens do filme Gaijin 2. Alzir Bocchi cita que apenas um restaurante está servindo, diariamente, 120 refeições na cidade cenográfica. A equipe de produção do filme, segundo ele, ocupa cerca de 60 leitos de hotel. O número, embora não seja tão expressivo, contribui devido ao longo período de hospedagem.


