Londrina sedia, a partir de hoje, a primeira edição do Agrobit no Parque Ney Braga. A programação começa às 8h e vai até esta quarta-feira (21). O evento, de tecnologia aplicada ao agronegócio, traz uma intensa programação com palestras, painéis, fóruns, cursos, oficinas, exposição de startups e pitches que ocorrerão paralelamente em vários espaços do parque de exposições. A agenda completa e pode ser conferida no site: www.agrobitbrasil.com.br.

A ideia é que o evento seja anual e atraia participantes de todo o Brasil, já que a programação traz conteúdo de relevância para produtores rurais do Brasil inteiro, afirma Daiana Bisognin Lopes, proprietária da FB Eventos, realizadora do evento. No pavilhão AgroFuturo, por exemplo, haverá programação com palestrantes de Israel e dos EUA.

Segundo Lopes, a ideia é conectar os produtores rurais a pesquisadores e empresas e mostrar a eles tecnologias já disponíveis no mercado do agronegócio. "A agricultura digital já é utilizada em grandes Estados, como no Mato Grosso. Aqui, muitas pessoas não têm conhecimento do que está disponível. Queremos desmistificar, mostrar que a tecnologia veio para ajudar e trazer benefícios ao agronegócio."

Lopes, que também é presidente do Conselho de Administração do Londrina Convention Bureau, considera que a cidade tinha todos os ingredientes para sediar um evento desse porte. "Além da Sociedade Rural do Paraná, temos Embrapa, Iapar, a aceleradora da SRP, UEL, empresas parceiras, além da TI (Tecnologia da Informação), unindo tecnologia ao agronegócio."

O evento também será uma oportunidade para as startups do setor agro. O pavilhão Smart Farm (Via Rural) terá mais de 40 startups expondo seus produtos e serviços. Também haverá programação de interesse dessas empresas, como um painel com investidores no pavilhão AgroConexão, que deverá mostrar o que investidores avaliam ao investir em uma startup.

"O principal objetivo é fixar Londrina como capital agritech nacional. Um evento desse porte movimenta a economia local e Londrina acaba sendo vitrine para o setor", ressalta Lopes. Para Antônio Sampaio, presidente da SRP (Sociedade Rural do Paraná), o evento permitirá que o produtor rural tenha uma melhor percepção do que está por vir. "As coisas vão mudando, evoluindo muito rápido. Temos que acompanhar a evolução da tecnologia. Tem muita coisa que é incubatória, ideias iniciais que vão evoluir muito ainda, mas trazemos para o produtor ter um horizonte. Com esse tipo de informação, ele consegue visualizar mais longe." Ainda na visão do presidente da SRP, o evento traz a informação para mais perto do produtor, já que Londrina é a região do Estado em que o agro tem mais força.

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