Evento em Londrina debate o cultivo da soja no Brasil
PUBLICAÇÃO
domingo, 16 de maio de 1999
Da Redação 
Conseguir maior qualidade e, consequentemente, maior competitividade para a soja produzida no Brasil. Esse é o objetivo do Congresso Brasileiro de Soja, evento inédito que reúne a partir de hoje em Londrina cerca de mil participantes, entre pesquisadores, produtores, profissionais do agronegócio, empresários, professores e estudantes brasileiros e de diversos países da América Latina. Organizado pela Embrapa Soja, de Londrina, e co-promovido pela Associação dos Engenheiros Agrônomos de Londrina e Sociedade Rural do Paraná, o congresso vai até quinta-feira, no Parque Ney Braga.
O tema do encontro é Desafios e soluções do complexo soja no Brasil, e a intenção é tratar dos vários aspectos que envolvem a produção da soja, desde pesquisa até mercados, passando pela produção, industrialização e tendências mundiais. É uma grande oportunidade de atualização e, principalmente, de interação dos setores que compõem o complexo soja. Isso pode resultar em importantes avanços fortalecendo, assim, a soja brasileira, explica o pesquisador da Embrapa Soja, José de Barros França Neto, presidente do Congresso. O diferencial deste evento é a participação dos produtores. Até então, esse tipo de evento se limitava à participação de pesquisadores, técnicos e estudantes.
A soja é o principal produto agrícola brasileiro. Na última safra gerou US$ 6,5 bilhões - 0,8% do PIB nacional e 7,5% do PIB agropecuário.
O Congresso terá 41 temas abordados nas conferências e palestras técnicas. Foram inscritos mais de 420 trabalhos científicos. Na Mostra Paralela, empresas do setor vão expor produtos e serviços. A biotecnologia, com foco na questão da soja transgênica - tema controverso no setor hoje -, será abordada em palestra com o professor da Universidade do Estado de Iowa, Patrick Schnable, e no debate Questões polêmicas em biotecnologia: aspectos legais, comerciais e ambientais, com Luiz Antônio Barreto Castro, presidente da CTNBio, e Carlos Jorge Rosseto, do Instituto Agronômico de Campinas. A experiência da Argentina, que cultiva 50% de sua lavouras com transgênicos também será relatada no evento.
Serviço Mais informações pelo fone (043) 371 6067.


