A Companhia Paranaense de Energia (Copel) está aproveitando o momento de discussão de medidas para aumentar a produção de energia, ocasionado pela baixa dos reservatórios, para expor o conhecimento que possui na área de construção de usinas hidrelétricas. ‘‘Pode-se dobrar a produção de energia com a construção de hidrelétricas’’, afirmou o superintendente de Geração da Copel, Luiz Fernando Vianna.
Esse know-how está sendo divulgado no seminário ‘‘Oportunidades e negócios em hidrelétricas’’, que começou ontem em Curitiba e vai até sexta-feira, no Cietep. A intenção do evento, que está sendo feito em parceria com o Comitê Brasileiro de Barragens e com o apoio da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), é de motivar investimentos para a construção de hidrelétricas, com o objetivo de produzir energia para vender. A Copel garante a viabilidade do negócio, comprando toda a energia que for produzida.
De acordo com o superintendente da Copel, as expectativas com os resultados do seminário são boas. Vianna disse que a previsão era de até 300 inscrições, porém a procura foi tão grande que precisaram limitar o número de vagas em 400, para não haver superlotação. Os participantes vão assistir a palestras com temas que vão desde às recentes inovações no setor ao impacto ambiental decorrente das obras.
Segundo dados da Copel, seria preciso que a cada três anos fosse construída uma hidrelétrica do tamanho da de Itaipu para atender à elevação nos níveis de consumo do Brasil. Vianna afirmou que por isso a construção de hidrelétricas ainda é um empreendimento muito importante. ‘‘De tudo que a matriz energética do Brasil capta, 95% é de hidrelétricas’’, disse. Outra vantagem apontada por ele é que a maioria dos equipamentos necessários para a construção de usinas é produzida no País. ‘‘A engenharia brasileira conhece bem esse tipo de construção, deixando as hidrelétricas com quase 100% de índice de nacionalização’’, apontou.

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