Curitiba - A área de combustíveis é um setor onde existe ''arrecadação sem muito trabalho''. A afirmação é do presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Paraná (Sindicombustíveis-PR), Roberto Fregonese. ''A arrecadação é feita de forma monofásica'', disse. Ele lembrou que na gasolina e no diesel, quem ''paga'' o ICMS é a Petrobras. No álcool, uma parte do ICMS é repassada pelo produtor e outra pela distribuidora.
O percentual de 26% de ICMS cobrado sobre a gasolina representa R$ 0,8780. No diesel, os 12% do tributo refletem em R$ 0,2591 em Curitiba e R$ 0,2572 no interior do Estado. E, no álcool, os 18% de ICMS equivalem a R$ 0,3212.
''O aumento do ICMS será repassado para o consumidor com certeza absoluta'', disse Fregonese. Para ele, o aumento do ICMS sobre combustíveis seria uma forma de o Estado arrecadar ''sem muito esforço''.
''Temos uma evasão fiscal grande no setor, principalmente, no álcool. Se houvesse mais fiscalização, aumentaria a arrecadação de ICMS sem mexer na alíquota'', Fregonese. Segundo ele, a cada ano são sonegados R$ 1 bilhão de tributos sobre o álcool no Brasil o que equivale a 3 bilhões de litros deste combustível. Ele acredita que é muito mais fácil arrecadar ICMS em combustíveis, comunicação e energia do que nos outros setores.
A FOLHA procurou as empresas de telefonia Sercomtel, Brasil Telecom e TIM mas, as companhias preferiram não comentar a proposta do governo até que entre em vigor. No Brasil, hoje o percentual de ICMS sobre este setor varia de 25% a 30%. (A.B.)

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