Na Europa os produtores recebem subsídios que vão até 60% na taxa de juros cobradas nos investimentos. Segundo o produtor, na Europa os agricultores têm subsídio e aplicam em tecnologias e conseguem atender as exigências do mercado consumidor. No Brasil falta esse mercado com renda alta que paga bem pelo produto de boa qualidade. A tendência é o produtor colher e vender pelo primeiro preço que aparece na frente, porque está sempre com várias pendências financeiras para quitar.
Para Francisco Carlos Nascimento, diretor da Faep, a experiência que está sendo vivenciada na Espanha mostra ao produtor que ele sabe como produzir. Mas não sabe como vender a produção.
E é nisso que os espanhóis estão centrando o foco. Para vender melhor a
produção, os produtores se associam em pequenas cooperativas que têm o
objetivo prioritário de vender a produção. As cooperativas não estão preocupadas em se ocupar de outras atividades como a venda de insumos e nem com a produção em escala. Isso porque elas trabalham com um produto de qualidade, que tem marca e tem mercado certo.
O sistema de recebimento e tratamento da produção nas cooperativas é totalmente automatizado. As frutas cítricas são classificadas por tamanho e cor e são acondicionadas em caixas pequenas (20 quilos) onde recebe o selo de identificação do produtor. As cooperativas utilizam mão-de-obra feminina para o trabalho de classificação porque é mais barata que a masculina. (V.C.)

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