Enquanto os japoneses acenam com US$ 500 milhões para financiar as emissoras brasileiras, os europeus oferecem 400 milhões do Banco Europeu de Investimentos. Além disso, 100% dos royalties seriam reinvestidos em pesquisa e desenvolvimento e a União Européia baixaria a zero a taxa de importação de TVs produzidas no Brasil.
O principal argumento a favor da Europa foi que o Brasil não ficaria dependente de poucos fornecedores de equipamentos. ''O padrão europeu é o mais usado no mundo e existirá uma gama de fornecedores, o que propicia a competição. Se o Brasil escolher o padrão japonês, ficará dependente de poucos fornecedores, sediados em um país cujo mercado nada tem a ver com o Brasil'', disse o diretor de Tecnologia da Siemens, Mario Baumgarten.
Claudio Raupp, vice-presidente de Celulares da Nokia e integrante da DVB,afirmou que a empresa não terá interesse de produzir celulares que transmitam o padrão japonês no Brasil. ''No Japão, não se usa GSM. Teria de ser feito um modelo só para o Brasil, diferente do usado no resto do mundo.''
O padrão europeu foi mostrado em diversas aplicações. ''Havia boatos de que o DVB não seria capaz de se adaptar a middleware nacional ou não conseguiria transmitir em alta definição, em definição padrão e para portáteis no mesmo canal. Hoje demonstramos que não é verdade'', disse Baumgarten. Ele e Magalhães afirmaram que têm informações do governo de que nada foi decidido. (AE

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