Europeu assessora plano de negócios da Parctec
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segunda-feira, 14 de outubro de 2002
Benê Bianchi<br>Reportagem Local 
Em pouco mais de um mês, a primeira versão do plano de negócios do Parque Tecnológico Regional de Londrina Francisco Sciarra será apresentando por especialistas que trabalham em sua elaboração. Ontem, Mauri Lazkano, diretor de três parques tecnológicos do País Basco (norte da Espanha), chegou a Londrina para assessorar a Associação para o Desenvolvimento Tecnológico (Adetec) e Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) na elaboração do estudo.
Lazkano é considerado uma das principais autoridades européias em parques tecnológicos e espaços de inovação e desenvolverá o trabalho junto com Hector Ozorio, do Instituto Prointer, de Curitiba, consultor brasileiro do Parqtec Londrina.
Os especialistas organizarão informações de ordens estratégicas e econômicas e de atração de empresas para o parque. O plano também contemplará o estudo de viabilidade financeira e econômica do parque. A primeira versão será apresentada em 29 de novembro, no encerramento da IX Jornada Tecnológica Internacional e a previsão é que a versão definitiva esteja concluída em janeiro do ano que vem.
O parque tecnológico de Londrina será implantado em 2003, no terreno de n 12 hectares anteriormente destinado à fábrica da Pepsi-Cola, na região oeste. O diretor-executivo da Adetec, Tadeu Felismino, e o presidente da Codel, Octávio Cesário Pereira Neto, informam que o parque de Londrina terá duas vertentes de atuação: uma na área de biotecnologia e outra voltada para a área de telecomunicações.
Mauri Lazkano destaca que a política de desenvolvimento desenhada para a região de Londrina é bastante semelhante à do País Basco, onde surgiu o primeiro parque tecnológico da Espanha, há 16 anos. Hoje, o país conta com três parques tecnológicos que, juntos, somam 222 empresas e geram 8.500 empregos diretos, além de 25 mil empregos indiretos. As empresas atuam, em sua maioria, nas áreas de tecnologia da informação e softwares (44%), aeronáutica (24%) e engenharias, meio ambiente, energia e biotecnologia.
Segundo Lazkano, os três parques tiveram um faturamento de US$ 1,5 bilhão em 2001 e representam um impacto de 3,5% no PIB espanhol. Só em impostos no País Basco, relata, foram arrecadados US$ 220 milhões em 2001 das empresas instaladas nos parques tecnológicos. ''Em 16 anos, o investimento público em infra-estrutura nos três parques foram de US$ 120 milhões'', completa.


