Europa pode zerar alíquota do café solúvel
A visita ao Brasil do comissário da União Européia para o Comércio, Pascal Lamy, deverá trazer pelo menos um resultado concreto o fim da discriminação européia contra o café solúvel brasileiro, um conflito comercial que se arrasta há dez anos. O objetivo do governo é fechar o acordo que permitirá o embarque anual de 13.500 toneladas do produto para aquele mercado, livres de tarifa de importação. Lamy desembarcou ontem no Rio de Janeiro, para uma estadia de três dias no País.
Temos esperanças de fechar com Lamy as negociações sobre o café solúvel, afirmou à Agência Estado o embaixador José Alfredo Graça Lima, chefe da área econômica do Itamaraty. O acordo com os europeus anularia a disposição dos produtores brasileiros e do próprio Itamaraty de levar adiante um pedido de formação de um comitê de arbitragem na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a discriminação do produto nacional. A UE, entretanto, pede uma contrapartida o apoio do Brasil ao Sistema Geral de Preferências (SGP), mesmo mecanismo que limita os embarques brasileiros.
O SGP é um mecanismo criado pela UE para estimular a substituição do cultivo da coca nos países andinos por outras culturas, como o café. Favorecido por esse sistema desde 1991, o café da Colômbia e do Equador entra na Europa com isenção de tarifa de importação. O produto brasileiro é tarifado em 9%, o suficiente para restringir seu acesso àquele mercado.(A.E.)





