Europa não vai receber carne argentina que está em trânsito
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quarta-feira, 21 de março de 2001
Das Agências De Buenos Aires 
O Comitê Veterinário Permanente Europeu rejeitou o pedido argentino de não punir retroativamente as exportações de carne in natura argentina. A medida européia havia sido determinada no dia 13 deste mês, logo depois que a Argentina reconheceu oficialmente a presença de aftosa em seu território. Isso significa que toda a carne embarcada, em trânsito ou a que se encontra nos portos europeus não poderá ser desembarcada. De acordo com informações da subsecretaria de Agricultura, entre 314 e 350 contêineres se encontram nessa situação com cerca de 15 toneladas de carne in natura cada um. Considerando um preço de US$ 4,5 mil por tonelada de carne, as perdas se aproximam de US$ 22 milhões para exportadores argentinos e importadores europeus.
As embaixadas argentina nos países da União Européia têm agora a delicada e difícil missão de negociar com cada um desse países a possibilidade de evitar que essa mercadoria possa ser embarcada ou despachada para outro destino antes de ser incinerada. A União Européia determinou proibir o ingresso de carne argentina até o dia 15 de abril por causa da falta de informação clara, transparente e confiável sobre a aftosa na Argentina. Por outro lado, a Comissão Européia (órgão executivo da União Européia) sugeriu que Comitê Veterinário Permanente Europeu coloque a Argentina máxima categoria sanitária em matéria do mal da vaca louca. Isto é, com muito pouca possibilidade de estarem afetados com essa doença.
A suspensão das importações de carne in natura argentina começa a gerar perdas aos frigoríficos argentinos. As entidades ligadas ao setor afirmam que o prejuízo com a suspensão das vendas deve ficar entre US$ 450 e US$ 480 milhões e ainda pode gerar a demissão de 10 mil trabalhadores.
Inglaterra O número de focos de febre aftosa, que afeta o gado britânico, superou os 400 casos ontem, com um total de 411 reportados em todo o país, anunciou o ministério britânico da Agricultura.
O departamento americano de Agricultura (USDA) anunciou ontem que capturou pela primeira vez um rebanho de 233 ovelhas infectadas pela Encefalopatia Espongiforme Transmissível (EET), uma doença ligada ao mal da vaca louca. Ao contrário da encefalopatia espongiforme bovina (EEB), a EET não se transmite ao homem. O rebanho apreendido, importado da Bélgica e da Holanda em 1996 e em quarentena desde 1998, será dizimado num laboratório do USDA para evitar a propagação da doença e o proprietário será indenizado, precisou o departamento.


