São Paulo - A União Européia (UE) dá como certa a conclusão das negociações comerciais com o Mercosul até antes de outubro deste ano e, com isso, a assinatura de um acordo de livre comércio entre os dois blocos que poderá entrar em vigor já em 2005.
Em comunicado distribuído pela porta-voz da Comissão de Comércio da União Européia, Arantcha González, a Comissão informa que os chefes de Estado e de governo europeus estão sendo recomendados a adotar decisões concretas já durante a reunião de cúpula entre a América Latina e a União Européia que será realizado entre os dias 26 e 29 de maio em Guadalajara, no México.
Entre as recomendações, a Comissão propõe transformar a integração regional e a coesão social nos temas centrais da cúpula de Guadalajara. O texto recomenda claramente estimular os avanços no programa de negociações do acordo de associação entre os dois blocos, acertado em 12 de novembro de 2003, durante a última reunião ministerial. ''Nas circunstâncias apropriadas, isso permitirá concluir as negociações antes de outubro deste ano'', diz o texto da Comissão de Comércio distribuído pela porta-voz. E acrescenta: ''A Comissão (de Comércio, cujo responsável é Pascal Lamy) confia em que as suas propostas sobre esses aspectos sejam acolhidas favoravelmente pelos chefes de Estado e de governo e fiquem refletidas nas conclusões da cúpula (de Guadalajara)''.
No comunicado, a Comissão afirma ainda que Bruxelas espera colocar no centro das discussões na cidade mexicana o aprofundamento dos processo de integração regional iniciado na América Latina. ''Em termos econômicos, ajudará a região a se desenvolver e facilitará a inserção dos países nos mercados internacionais'', diz o documento da Comissão.
Para os europeus, a integração regional é a condição básica sobre a qual a União Européia está disposta a negociar tratados de livre comércio na região. Em Guadalajara, os europeus vão incentivar os latino-americanos a não medir esforços para sua integração, a exemplo do Mercosul.
''A UE continuará negociando com o Mercosul de forma que o acordo seja realmente ambicioso e completo, sem limitar-se aos respectivos compromissos adquiridos no âmbito da Organização Mundial do Comércio'', acrescenta o documento distribuído pela porta-voz.

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