''Há mais de um mês que meu telefone está ligado 24 horas por dia'', disse entre duas reuniões Antti Heinonen, com o rosto claramente marcado pelo cansaço. Para o diretor de Moeda do Banco Central Europeu (BCE), o passo ao euro representa o maior desafio de sua vida profissional. Para o jovem instituto financeiro, será um teste com obrigação de aprovar seu balanço em matéria de gestão de taxas de juros.
Acusado de ter reagido tarde demais e timidamente à desaceleração do crescimento europeu, de ter contribuído para o enfraquecimento crônico da moeda única no mercado cambial, o BCE precisa melhorar sua imagem. E o lançamento do euro, dia 1º, é uma ótima oportunidade.
O abastecimento dos bancos e comércios, coordenado pela instituição, aconteceu sem grandes problemas e os europeus acolheram com satisfação as primeiras ''euromoedas''. Crescem os temores de que aumentaram os preços na conversão do euro, mas até agora não se materializaram.
''Estamos muito bem preparados para o lançamento'', explica Antti Heinonen. ''A maior parte do trabalho está feita'', garante. Setenta por cento dos 15 bilhões de cédulas impressas e dos 51 bilhões de moedas cunhadas já foram distribuídos.
''As duas primeiras semanas constituem um período crucial'', afirma Heinonen, nervoso. ''Cuidaremos para que os caixas automáticos funcionem bem e para que haja dinheiro onde for preciso'', acrescenta.

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